Após o sucesso do álbum “O Circo Encantado da Jacky”, chegou o momento de Jackeline Petkovic amadurecer seu trabalho musical e levar sua carreira a um novo patamar. Foi nesse contexto que surgiu “Amor Virtual”, um disco pensado tanto para o público infantil quanto para os adolescentes, e é justamente sobre esse álbum que vamos falar hoje.
Na época, à frente do “Bom Dia & Cia”, Jackeline Petkovic vinha desbancando a concorrência e liderando a audiência das manhãs. Enquanto o programa alcançava 7 pontos no Ibope, Angélica e Eliana se revezavam na segunda posição, com média de 5 pontos.
O sucesso de Jacky ultrapassou as fronteiras brasileiras: ela chegou a receber uma proposta para apresentar um programa infantil no Chile. A viagem estava prevista para o início de julho, com a ideia de comandar o novo projeto nos fins de semana, sem deixar de lado o compromisso com o SBT.
Além disso, seu último álbum, “Circo Encantado”, foi eleito como Melhor Produção do Segmento Infantil em eleição realizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Disco. No auge da carreira, Jackeline já se preparava e se mostrava empolgada para a produção de seu terceiro CD.
Na mesma época, o SBT sondou Jackeline Petkovic para comandar um novo programa voltado ao público adolescente, previsto para estrear em 7 de agosto de 2000, que chegou a ter o piloto gravado.
O tema central da atração seria a ecologia, com imagens e reportagens sobre a fauna e a flora brasileiras. Durante as primeiras gravações, a loirinha se arriscou em um mergulho em um local repleto de tubarões, na praia de Ubatuba, litoral norte de São Paulo.
"Será adrenalina pura e terei a oportunidade de trabalhar com os adolescentes, público diferente daquele que me assiste no 'Bom Dia & Cia.'”, declarou ela à revista Amiga na época.
Naquela epoca, o album começou a ser produzido pela gravadora Roadrunner, na qual Jacky revelou: "Eu ajudei na escolha do repertório e este processo foi feito com muito cuidado".
Porém por motivos que desconhecemos, no meio do processo Jackeline migrou para a gravadora Sum Records, finalizando o album por lá mesmo.
O album que estava previsto para ser lançado em setembro, também contaria com músicas de funk. Ela já vinha cantando alguns hits do segmento, como Tapinha e Planeta Dominado, em seus shows. “O que mais admiro é a autenticidade do movimento e acho justíssimo o destaque que ele vem obtendo na mídia, já que retrata de maneira fiel a realidade da periferia carioca ', diz.
O álbum também guarda uma curiosidade: Rodrigo Camargo, ex-integrante de A Nova Turma do Balão Mágico, participou nos vocais de apoio, assim como Ângela Márcia, que já havia trabalhado em discos de Eliana, e Maria Diniz, conhecida por integrar os coros dos álbuns das Chiquititas no Brasil.
Musicalmente, o trabalho apresenta uma mistura de estilos, lembrando o que Xuxa fez em Xuxa 2000 e Eliana em seu álbum homônimo lançado no mesmo ano, ambos voltados a públicos distintos. No caso de Jackeline, o repertório passeia pelo pop, forró e até mesmo pela música portuguesa, reforçando a versatilidade da artista.
A canção “Amor Virtual” que abre o disco foi composta por Maurício Gasperini, ex-vocalista e tecladista da banda Rádio Táxi, em parceria com Eduardo Leduc. A faixa ganhou destaque ao ser apresentada no programa Hebe, no especial de Dia das Crianças, e também no “Bom Dia & Cia”.
Enquanto ainda trabalhava no álbum, antes de lançá-lo, Jacky revelou que a faixa teria um clipe inédito: 'Queremos mostrá-la em primeira mão aos telespectadores do Bom Dia & Cia, através de um videoclipe que ainda está em desenvolvimento.
Infelizmente, não temos fontes ou registros de que o clipe havia realmente sido lançado.
Em 2002, a cantora Karryn regravou a música em seu álbum de estúdio, trazendo uma interpretação mais jovem. A gravação incluiu ainda uma versão em remix e, curiosamente, uma versão em inglês. Para a regravação, a letra da canção foi adaptada especialmente para Karryn.
A maior parte das canções do álbum é assinada por Marco Camargo, como no caso de Presente, a segunda e última faixa romântica do disco, concebida como uma homenagem de aniversário para um par romântico.
Já as músicas Vira-Lata, Se Eu Fosse, Forró e Folia, Aeróbica da Jacky e Meu Anjinho são composições em parceria de Marco Camargo com Roger Borim, que também assinam a produção do trabalho.
Entre elas, Se Eu Fosse guarda uma curiosidade divertida: Betho Iessus, integrante da equipe de produção, revelou no programa Você Se Lembra, do SBT, que Jackeline pediu para incluir um “barulho de formiga” na canção. Após uma semana de tentativas sem sucesso, a solução encontrada foi utilizar um efeito de ratinho, acelerando a rotação do som até que ele soasse como o característico ruído “de formiguinha”.
O Vira da Criançada, de Fátima Leão, compositora conhecida por trabalhos com Zezé Di Camargo & Luciano, em parceria com Toni Batista e Netto, traz como inspiração a clássica Arrebita, de Roberto Leal.
Já em Eu Vou Me Amarrar, Jackeline dá um passo importante em sua trajetória musical ao assinar, pela primeira vez, a coautoria de uma canção, ao lado de Marco Camargo e Roger Borim.
A faixa Boca de Forno repete a parceria de Greyce e João Plinta, já presente no álbum anterior. Em O Galo Galã, Greyce divide a autoria com Demiano, enquanto Cientista Maluca surge como uma curiosidade: a canção foi composta pelo ator Carlos Arena.
Infelizmente não existe nenhuma fonte confiavél que indique as vendas oficiais do disco, por tanto não sabemos o número exato que ele alcançou. Mas sabemos que os albuns de Jackeline não eram tão bem distruibidos pela gravadora, e muitos internaltas relatam atualmente que não viam os albuns nas lojas.
Assista ao video desse artigo aqui:
Pesquisa e acervo por: Luis Henrique






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